Vasco Cabral, 28 anos, perdeu um olho nos confrontos antes do Benfica-PortoAtingido pela PSP suspeito de 11 agressões e incêndio
Vasco Cabral, 28 anos, foi um dos 13 adeptos detidos por agentes da PSP no domingo, antes do Benfica- FC Porto, nas imediações do Estádio da Luz, em Lisboa.
Atingido por bagos de borracha quando a PSP tentava serenar os ânimos dos adeptos encarnados, está internado no Hospital de Santa Maria e ficou cego do olho esquerdo. Diz ao CM não ter participado nos distúrbios, mas é suspeito de vários crimes."Não arremessei qualquer objecto aos agentes da PSP. Estava a sair da loja do Benfica e ia pedir ajuda a um polícia quando ele disparou a cerca de cinco metros. Os bagos de borracha acertaram no peito e no olho. Fui detido e levado para a esquadra do hospital e depois para o hospital. Estou revoltado, alguém tem de ser responsável por isto". Diz ainda que tinha ido sozinho ao estádio.Ao que o nosso jornal apurou, Vasco Cabral, ligado à claque No Name Boys, tem 11 processos pendentes por ofensas à integridade física, já cumpriu pena de prisão por tráfico de droga e é arguido num crime de incêndio - já teve em seu nome dois mandados de detenção."Lamentamos toda e qualquer mazela física", refere fonte oficial da PSP, referindo-se ao detido por arremessar objectos à polícia.Fonte: CM
O condenado autor do disparo do "very-light" que, em 1996, matou um adepto e que estava fugido à Justiça foi recapturado esta quinta-feira na área de Sintra, disse à Lusa fonte oficial da PSP.
Hugo Inácio foi considerado o autor do disparo do "very-light", que, na final da Taça de Portugal entre Sporting e Benfica, a 18 de Maio de 1996, causou a morte ao sportinguista Rui Mendes, de 36 anos. Um mês e meio depois, Hugo Inácio - que era elemento da claque “No Name Boys”, atualmente não reconhecida oficialmente pelo Benfica - foi detido e levado a julgamento, sob a acusação de homicídio, detenção e uso de substâncias explosivas e utilização de documento de identificação alheio. Em Março do mesmo ano, foi condenado a quatro anos de prisão por negligência grosseira. A acusação pedia condenação por homicídio simples com dolo eventual.
O Ministério Público recorreu e o julgamento foi repetido em Janeiro de 1998, não tendo sido alterada a sentença. Na ocasião, o tribunal procedeu a um cúmulo jurídico com outra pena que Hugo Inácio cumpria por tráfico de droga, elevando a condenação para cinco anos. Preso no Linhó, em Sintra, Hugo Inácio aproveitou uma visita precária para escapar da prisão, em meados de 2000. Encontrava-se a monte desde então.
Esta quinta-feira, foi recapturado "na área de intervenção da PSP, em Sintra", adiantou a fonte oficial da Polícia de Segurança Pública. Em comunicado emitido posteriormente, a PSP precisa que “pelas 14h00, o Comando Metropolitano de Lisboa, através da Divisão Policial de Sintra, deu cumprimento a um mandado de detenção visando um homem de 37 anos de idade que se encontrava evadido do Estabelecimento Prisional do Linhó, onde cumpria a pena de 5 anos de prisão pelo crime de homicídio por negligência”.
Segundo o mesmo comunicado, o recapturado “encontra-se conectado ao grupo organizado de adeptos benfiquista ‘No Name Boys’ e foi o autor do lançamento do engenho pirotécnico que motivou a morte de um adepto sportinguista na Final da Taça de Portugal de 1996, que opôs o Sporting Clube de Portugal ao Sport Lisboa e Benfica, facto pelo qual cumpria pena”.
Acrescenta ainda a polícia que “o detido encontrava-se evadido desde 20 de Março de 2000, quando ainda lhe restavam 15 meses e 6 dias de cumprimento de pena efectiva, tendo sido intercetado na Rua Mário de Sá Carneiro, Tapada das Mercês, concelho de Sintra” e “conduzido ao Estabelecimento Prisional do Linhó”, pelas 16h30.
Fonte: Relvado















