Rimou pela primeira vez nas Antas em 1996 a consonância usada desde então como lema das Super Queens "Faixa não há, mas nós estamos cá". Por que nasceu a facção feminina dos Super Dragões (16%, e a aumentar) de uma negação? "É a forma de nos afirmarmos; não usamos faixas porque não nos revemos nelas", aclara Xana, histórica líder do flanco que cunha a comparência pela moderação. As outras diferenças relativas aos homens de estádio - habitualmente mais vezeiros no verbo da injuriosa gesticulação - também não são de monta. "Somos um núcleo como os outros; não somos uma claque à parte", clarifica Xana, 32 anos, licenciamento em Desporto. "E temos uma só bandeira e um só estandarte". Assim mais expostas na bancada, de pé como eles, em tudo o resto as Queens clamam por igualdade. "O que nos juntou foi a necessidade de nos organizarmos. Mas aqui as mulheres são livres de ver os jogos onde quiserem". Naturalmente mais práticas, precavidas, é nas viagens que lhes ressai a diferença. "Sim, aí já não somos bem como eles: não só levamos melhores farnéis como os nossos autocarros acabam sempre por regressar mais limpos. E normalmente não andamos à porrada".