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IDEIA É DAR AOS ADEPTOS MAIS DESTAQUE NO DESPORTO-REI
O "12 Supporters" é um original projeto que nasceu do sonho de João António Duarte, que, ao invés de destacar as qualidades de jogadores ou treinadores, prefere olhar com atenção redobrada para aqueles que se sentam nas bancadas e ajudam a fazer a festa do desporto-rei. Foi por isso que se juntou a Record e ao Shopping das Amoreiras, oferecendo camisolas para todos os que visitam o nosso estádio nos encontros de Portugal.
Uma iniciativa que pretende realçar o fair-play e, especialmente, olhar com outros olhos para os adeptos, com a vontade de retirar definitivamente o 12 dos praticantes de futebol e entregar esse número aos que seguem os encontros nas bancadas.
Fonte: Record

Um exército azul e amarelo
O Portugal-Bósnia foi considerado de risco elevado. Os 3000 bósnios não se calaram a partida inteira, mas não existiram desacatos, tirando alguns objectos arremessados quando Bruno Alves festejava o golo.
Faltavam duas horas para o início do jogo quando os adeptos bósnios chegaram ao Estádio da Luz. Ficaram retidos nas imediações do recinto, mas nem por isso deixaram de marcar posição. Gritavam, saltavam, não se calaram. Essa foi a imagem que deixaram: nunca estiveram calados e, durante a primeira parte, ouviram-se mais os 3000 bósnios do que os 57 mil portugueses.
Tirando um incidente à entrada (ver caixa), não se registaram grandes desacatos por parte dos apoiantes bósnios. Não se cumpriram, assim, os piores receios da PSP. A polícia nunca facilitou e destacou 450 agentes para a Luz, a maioria para acompanhar os visitantes. Os bósnios chegaram de toda a Europa e não apenas de Sarajevo, o que dá para mostrar a importância do jogo para uma nação que ainda nem fez vinte anos.
A maioria dos apoiantes eram de claques, os BH Fanaticos, considerada um dos grupos mais extremos de toda a Europa, devido ao nacionalismo daquele povo balcânico. Um autêntico exército azul e amarelo, em constantes picardias com os portugueses.
O único problema registou-se no golo de Bruno Alves, quando o portista festejou perto da bancada onde estavam os bósnios. Foram arremessados alguns objectos, sobretudo garrafas de plástico, mas não acertaram em ninguém. O Corpo de Intervenção entrou de seguida. E ali ficou até ao final.
Fonte: JN


Adeptos bósnios sempre presentes
CHEGAM A LISBOA VINDOS DE TODA A EUROPA CONFIANTES NO APURAMENTO
Quando uma seleção nacional se desloca ao estrangeiro, é normal que os seguidores dessa formação acompanhem os seus heróis. Contudo, as vicissitudes económicas e geográficas da Bósnia-Herzegovina, adversária de Portugal no playoff de acesso ao Mundial'2010, fazem com que a "migração" dos adeptos ganhe contornos bem particulares.
Para o desafio da 1.ª mão, esta noite, no Estádio da Luz, os BH Fanáticos, grupo de apoio à seleção balcânica, organizou como habitualmente um esquema bem montado para que não faltem vozes em Lisboa a gritar pelos pupilos de Miroslav Ciro Blazevic.
Desde a Bósnia seguem apenas mil adeptos, aqueles que têm capacidade financeira para pagar a viagem e suportar as muitas horas de camioneta e barco que a odisseia em causa impõe. Sim, porque apenas um grupo bem restrito conseguiu viajar de avião, um verdadeiro luxo no território.
Tratado o assunto dos bósnios... da Bósnia, faltava garantir apoio no canto mais ocidental da Europa. Uma questão resolvida em poucos dias. "Mantemos contacto diário e fomos falando com o pessoal dos Fanáticos que vive na Europa Central e na Escandinávia. Em pouco tempo ficou garantida uma verdadeira enchente no vosso país", revela Ilija Ozkan, um dos líderes do grupo.
"Temos bósnios espalhados por todo o lado e, numa altura como esta, em que para além do futebol decidimos a presença num evento que pode mudar o país em outras esferas, ninguém falha. Sabemos que podemos ter um futuro melhor depois de 180 minutos de jogo", rematou.
Movimento
A euforia em torno do encontro tem sido nota dominante e a alegria dos que há quatro dias saíram da capital Sarajevo, efetuando passagens por Croácia, Itália, Espanha e só depois Portugal, faz notícias nos jornais da região balcânica.
"Temos feito festa por onde passamos e estamos a conseguir o apoio de italianos e espanhóis. O nosso exército está a crescer", graceja um dos "viajantes" da ocasião que, alegando ter informações privilegiadas, garante "7 mil bósnios em Lisboa". Um número exagerado, mas que no cenário bélico usado pelos adeptos da seleção se poderá enquadrar como uma forma de intimidação. Dados para confirmar esta noite na Luz.
Fonte: Record

Bósnia teme desacatos no Estádio da Luz
A Federação da Bósnia está em pânico com a possibilidade dos seus adeptos causarem problemas graves no Estádio da Luz, no próximo sábado.De acordo com a FIFA, tal poderá motivar a sua expulsão imediata dos play-off e, por consequência, do Campeonato do Mundo, dado haver precedentes importantes.
A 28 de Março deste ano, o jogo entre a Bélgica e a Bósnia-Herzegovina, realizado em Bruxelas, foi interrompido durante oito minutos, devido ao lançamento de foguetes para o relvado e pelo facto de um adepto ter invadido o campo.
Naturalmente, o organismo máximo do futebol mundial não gostou e não perdoou: multou a selecção dos balcãs em 33 mil euros e, mais importante do que isso, declarou, a 15 de Maio, que perderia pontos ou seria imediatamente eliminada caso houvesse novos problemas graves.
No dia do sorteio, que ditou Portugal como adversário, os bósnios quase só quiseram falar de segurança. Solicitaram insistentemente que fossem colocadas vedações especiais na zona do Estádio da Luz, o que transformaria o local numa espécie de galinheiro ou de jaula, onde sábado se instalarão os seus adeptos (prevê-se a presença de 3600).
O pedido foi mais tarde recusado, dado que esse tipo de material não está disponível para aquele recinto desportivo. A segurança será assegurada pelas barreiras naturais do estádio e pelos "stewards", como acontece numa partida normal. A esmagadora maioria ficará dos bósnios instalada no Piso 0, local onde ficam as claques dos clubes adversários do Benfica, e o resto nos lugares VIP do recinto.
No entanto, os mais problemáticos estarão sob o olhar atento de um oficial de segurança, especialmente nomeado pela FIFA, tendo em conta o passado recente da selecção. A FPF não está preocupada com o assunto, limitando-se apenas a preparar o recinto do melhor modo possível.
Fonte: JN
Super Dragões julgados por travar à força detenção
Fernando Madureira entre os acusados de incidente que começou com venda de bilhetesFernando Madureira, líder dos Super Dragões, e outros dois membros da claque começaram, a ser julgados por alegadamente terem impedido à força agentes da PSP de deter um vendedor de bilhetes.
O caso ocorreu em 12 de Outubro de 2005, junto ao Estádio do Dragão, no Porto, quando elementos da PSP abordaram dois indivíduos (Adriano S., agora com 80 anos, e Bruno M., de 28, também arguidos no processo) por suspeitas de que se dedicavam à venda ilícita de bilhetes para o jogo F. C. Porto-Benfica, a realizar-se quatro dias depois. Os ingressos tinham marcado o preço de 20 euros, mas seriam vendidos por 50 euros.
Enquanto o mais velho estava na posse de seis bilhetes e de 260 euros em dinheiro, o jovem tinha 16 bilhetes e 670 euros. Os polícias informaram-nos, então, de que teriam de ser transportados à esquadra para identificação.
Foi na altura em que Adriano já estava dentro de um carro da PSP que surgiram Fernando Madureira, Hélder M. e António O., acompanhados, segundo a acusação, por mais de 20 indivíduos da claque portista. O objectivo: "soltarem" o arguido e "impedir a actuação dos agentes". O grupo, cujos restantes elementos não foi possível identificar, terá rodeado, empurrado e agarrado os polícias, além de desferir murros e palmadas na viatura policial. Adriano S. acabaria por conseguir sair do carro e evitar ser levado para a esquadra. Os três acusados, sustenta o Ministério Público, ainda terão dito aos polícias: "Isto não fica assim, vou f...-vos e, vou fazer-vos a folha". Estão a ser julgados por resistência e coacção.
Já, prestaram depoimento Adriano e Bruno - julgados pelo crime de especulação - que negaram dedicar-se ao comércio ilegal de bilhetes. O primeiro alegou ser vendedor de "revistas e bonecos", entre outros adereços do F. C. Porto, e que, na altura, só tinha "dois bilhetes", que o arguido Bruno lhe teria entregue para ele "despachar". Quanto aos distúrbios, disse que apenas se apercebeu de um "burburinho", sem nada ter visto. Já Bruno justificou a posse dos 16 bilhetes por ser chefe de núcleo dos Super Dragões e referiu que "ofereceu" a Adriano dois ingressos "que tinha a mais", para um jogo da selecção a decorrer nesse dia, no Dragão.
“Uma história bem surreal”. Foi desta forma que Fernando Madureira, líder dos Super Dragões, qualificou, no Tribunal do Bolhão, no Porto, a acusação de que é alvo. Segundo o MP, Madureira – conhecido por ‘Macaco’ – e mais dois membros da claque do FC Porto impediram, à força, agentes da PSP de terem detido Adriano, de 80 anos, por suspeita de venda ilícita de bilhetes para um encontro entre dragões e o Benfica.
Tudo aconteceu a 12 de Outubro de 2005, antes de um jogo entre Portugal e Estónia, no Estádio do Dragão. De acordo com a acusação, Bruno, de 28 anos, e Adriano, foram apanhados por agentes da PSP à paisana a venderem os ingressos para o clássico a 50 euros, quando o preço marcado era de 20. Adriano já se encontraria na carrinha para ser levado para a esquadra quando Fernando Madureira, Hélder Mota e António, acompanhados por mais 20 adeptos, empurraram e insultaram os agentes, permitindo a fuga do octagenário.
“Vi um burburinho e aproximei-me, com mais uma ou duas pessoas. Perguntei a um agente se era necessária aquela intervenção. Ouvi insultos e vi sapatadas na carrinha da polícia, mas não molestei nem ameacei ninguém. Depois a carrinha arrancou”, garantiu ‘Macaco’, que se deslocou depois dos incidentes à esquadra da PSP, onde encontrou Bruno – então chefe do núcleo dos Super Dragões do Cerco do Porto – e “mais cinco lisboetas”. “Aí chegou o senhor Adriano, a chorar e a dizer que ficou sem os 51 contos que eram para pagar as suas contas. Pedi à PSP para devolver o dinheiro ao homem que passa dificuldades, mas não deram”, continuou o líder dos ‘Super’.
Bruno e Adriano – figura conhecida dos adeptos portistas por, já há décadas, vender doces e revistas junto ao estádios das Antas e do Dragão ou até mesmo do Campo da Constituição – são acusados de especulação, enquanto Madureira, Hélder Mota e António são arguidos por resistência e coacção.
Fonte: CM/JN
"O estilo casual está a ganhar força" em Portugal
Há anos que estuda as claques de futebol e ontem, quando estava a ouvir as notícias na televisão sobre os confrontos entre adeptos de futebol, este fim-de-semana, em Lisboa, teve uma primeira reacção: "Não vamos ficar por aqui". Daniel Seabra, antropólogo, professor da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, é doutorando do Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa. E teme que Portugal esteja a assistir a uma mudança que pode ser perigosa: "O estilo casual está a ganhar força".
Salomé Marivoet, socióloga e investigadora na área da violência no desporto, não vê os confrontos da madrugada de anteontem como uma manifestação do estilo casual, embora reconheça que ele existe em Portugal. Só que ainda não tem muita visibilidade, "porque não há adversários à altura", diz. "Mas há indícios que apontam para um agravamento."
O estilo casual, diz o antropólogo, nasceu nos anos 1990, na Inglaterra, numa altura em que as autoridades apertavam o controlo aos hooligans. "As pessoas começaram a ir aos estádios sem cachecóis, nos seus próprios carros, e causavam incidentes nas imediações." Desta forma, vestidos como um qualquer adepto de futebol sem nenhuma ligação a um grupo organizado, era mais fácil escapar ao controlo policial.
Em Portugal - "onde temos hooligans nas claques, mas não podemos dizer que haja um problema de hooliganismo" -, tem predominado o modelo dos movimentos ultra, continua. A grande diferença entre os hooligans e os ultras é que os primeiros "têm como objectivo, muitas vezes, a confrontação com adeptos adversários - a violência é premeditada, planeada". Enquanto no movimento ultra a violência surge espontaneamente, como um "efeito perverso" da aglomeração de adeptos. Já os casual, diz Salomé Marivoet, têm "um gosto especial pela confrontação e pela luta homem a homem".
A lei portuguesa obriga ao registo das claques. E estas passaram a ter que fornecer os elementos de identificação dos elementos que as integram (como o nome, a morada, a fotografia). "Interrogo-me sobre a fiabilidade dessas bases de dados", diz Seabra. "Os elementos que se portam mal estão lá?" O investigador duvida. E acha que a lei "está a empurrar para o estilo casual" - que passa mais despercebido - alguns dos membros das claques. Os mais problemáticos.
Os confrontos violentos dentro dos estádios tenderão a diminuir, continua. O problema será cada vez mais o que se passa nas imediações. E porque esta violência reproduz, por vezes, "um quotidiano de alguma delinquência urbana", nota que é preciso actuar no que a gera. É preciso melhorar os sistemas de policiamento, mas também a educação cívica e desportiva nas escolas, exemplifica. com Hugo Daniel Sousa
Janeiro de 2008
O jogo Vitória de Guimarães-Benfica é antecedido de confrontos perto do estádio do Vitória. Há quatro feridos; um homem é esfaqueado no tórax.
Abril de 2007
Acontece no Benfica-FC Porto: dois adeptos "encarnados" são detidos por agressão e ferimentos a agentes da polícia nas imediações do estádio.
Setembro de 2005
Perto do Estádio de Alvalade, junto à estação de metro de Telheiras, uma rixa entre adeptos do Sporting e do Benfica provoca dois feridos.
Fonte: Público