17 maio 2011

Liga Europa: CLAQUES PROMETEM SURPRESAS PARA DUBLIN - Porto vs Braga [2]

 As claques que vão "torcer" Dublin

Por onde quer que as equipas andem, eles estão sempre lá. Os membros das claques de futebol não desamparam os seus clubes e, em Dublin, a regra não vai ser quebrada. O JPN falou com as "torcidas" que vão "invadir" a Irlanda.
Faça chuva ou faça sol, jogue-se em casa ou fora, as claques estão sempre a proteger as "costas" dos seus clubes do coração. Como se compreende, numa situação normal, as equipas necessitam e anseiam mais pelo apoio dos seus adeptos quando vão jogar fora de "portas": nessas alturas é que, tal como os amigos, se vê quem é que gosta mesmo do clube.
É nesse cenário que se encontram duas das maiores equipas portuguesas, Sporting de Braga e FC Porto. Apuradas para uma final europeia, decidida apenas através de um jogo, não existe o habitual direito a uma partida em casa de cada clube, neste caso em território nacional. Pelo contrário, as equipas vão ter de rumar a Dublin, na Irlanda, mas mesmo assim sabem que vão poder alinhar na partida decisiva com uma estratégia composta por 12 jogadores. Isto porque as claques também "empurram" a equipa para a frente.
Mas feitas melhor as contas, cada conjunto vai alinhar com 13 jogadores, na medida em que FC Porto e Sp. Braga levam, cada um, duas claques. Do lado portista, viajam os Super Dragões, com dois mil membros e o Colectivo 95, com 450. Pelos bracarenses vão "gritar" a Bracara Legion e os Ultra Red Boys, cada uma com cerca de 300 gargantas.
Pode concluir-se que a relação das "torcidas" com os clubes é igual à de um casamento, ou seja, apoiar na tristeza e na alegria, isto apesar de ambas as partes preferirem, na quarta-feira, apoiar na alegria. Porém, a certeza é de que as claques lá estarão. Para isso precisam de bilhetes e, segundo Fernando Madureira, líder dos Super Dragões, "neste tipo de jogos, existe sempre uma parte salvaguardada para a claque", tendo em conta a função de apoio que têm no clube. Jorge Sousa, elemento da direcção do Colectivo 95, ressalva a maior facilidade ao nível da obtenção de "bilhetes a preços normais: 50 euros". "Tudo o resto, temos de ser nós a contratar, como os voos charters e esse tipo de logística", assinala Jorge Sousa.

Do lado arsenalista e, em específico, da Bracara Legion, fala Paulo Carvalho, que diz que a maior facilidade de obtenção dos ingressos para a final prende-se com "o maior contacto que [a claque] tem com as pessoas ligadas ao Sp, Braga". Bruno Silva, membro da direcção dos Red Boys, refere que "agora ia ser muito complicado" obter os bilhetes. Por causa disso, o segredo esteve na antecipação da compra, que permitiu reunir o número de "bilhetes necessários".

As outras paragens, com Dublin no horizonte

O sucesso desportivo de FC Porto e Sp. Braga ultrapassa fronteiras, não só no sentido mediático, mas também no literal e, por isso mesmo, as claques são "obrigadas", muitas vezes, a usar o passaporte e a "carteira". Em representação dos Super Dragões, Fernando Madureira diz que "as viagens mais dispendiosas são aquelas até à Rússia" (só esta época, foram duas - CSKA e Spartak de Moscovo). Jorge Sousa, do Colectivo 95 partilha da opinião.
Do lado da "odisseia" bracarense, Paulo Carvalho relembra o custo da viagem a Estocolmo, na Suécia, no jogo frente ao Hammarby: "Percorremos cerca de oito mil quilómetros de carrinha de nove lugares", revela Carvalho. Pelos Red Boys, Bruno Silva destaca as viagens longínquas e dispendiosas à Ucrânia (Dínamo Kiev) e à Sérvia (Partizan Belgrado).
Segundo Bruno Silva e Paulo Carvalho, também foi em casa do Partizan que os Red Boys e a Bracara Legion mais dificuldade tiveram em apoiar a equipa, tal era o ambiente criado pelas claques adversárias. Nesse ponto, os Super Dragões sentiram-se "abafados" na Grécia e Turquia, sítios onde "o ambiente é muito intenso e os adeptos fazem muito barulho", afirma Fernando Madureira. Nessas ocasiões, "é difícil para os jogadores" ouvirem a claque.
Contudo, no que diz respeito a um dos jogos mais marcantes para os Super Dragões, Colectivo 95, Bracara Legion e Red Boys, a opinião é unânime: Sevilha. No caso dos bracarenses, fala-se do playoff de apuramento para a Liga dos Campeões (Sevilha 3 - 4 Sp. Braga), ainda esta época. No caso dos portistas, fala-se da final da extinta Taça Uefa (agora Liga Europa) de 2003, naquela região espanhola, que ficou na memória dos portistas, porque "foi diferente em tudo", confessa Jorge Sousa. "Pelo resultado, pelo ambiente", completa Fernando Madureira. Comparando com a final de Dublin, os membros das claques "azuis-e-brancas" destacam a facilidade de logística que existia para Espanha e que não existe para Dublin. "Até se podia ir a pé", brinca Madureira.
Nem que seja só do hotel, na Irlanda, para o Estádio, também a pé se pode entrar, quarta-feira, na Dublin Arena. Quem lá estiver, de pé ou sentado, vai poder assistir a coreografias preparadas em especial para a ocasião, pelas claques. "Vamos levar três lençóis gigantes para abrir na altura da entrada da equipa", revela o líder dos Super Dragões que, no entanto, não revela o que lá vai estar escrito: "é surpresa". Do Colectivo 95 saiu uma promessa: "vamos fazer umas coisas engraçadas". Do lado minhoto, Paulo Carvalho, da Bracara Legion, revela uma aliança com os Red Boys: "vamos ter uma coreografia alusiva à final em conjunto com a outra claque do Braga".

Cântico de "guerra"

Desafiados pelo JPN a escolher um cântico para a final de Dublin, os membros das claques dos dois clubes portugueses optaram por dizer que todos os cânticos eram válidos para apoiar a equipa. Apesar disso, Fernando Madureira "cantou" aquela que escolheria como voz de apoio para quarta-feira.


Fonte: JPN
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Liga Europa: FINAL 100% PORTUGUESA MENOS NAS BANCADAS - Porto vs Braga [1]

Irlandeses recebem bilhetes gratuitos
Sp. Braga reúne favoritismo dos locais


A UEFA e a FAI (Associação de Futebol da Irlanda) estão a distribuir alguns bilhetes de forma gratuita para que o público irlandês possa assistir na quarta-feira à final da Liga Europa entre FC Porto e Sp. Braga.
Esta medida surge para evitar que as bancadas do estádio da final, em Dublin, estejam vazias, pois os minhotos, por exemplo, apenas pediram 3.700 bilhetes dos 12.500 que lhe estavam reservados.
Este cenário, ainda assim, parece poder vir a ajudar a equipa de Domingos Paciência, pois segundo Dominic Foley, avançado irlandês que atuou nos bracarenses, os adeptos locais têm preferência pelo Sp. Braga por ser a equipa com menor favoritismo.
“O Sp. Braga é o menos favorito, por isso, tenho a certeza que todos os irlandeses irão torcer por eles. Ao menos podemos dizer que o Liverpool perdeu com o vencedor da Liga Europa”, comentou Foley ao “maisfutebol”.

"NÃO CHEGÁMOS À FINAL COM BATOTA"

"Fizemos tudo para chegar à final, temos todo o mérito em estar aqui. Não chegámos à final marcando golos com a mão. Não fazemos batota", disse ontem Pinto da Costa, em alusão à célebre ‘mão’ de Vata (Benfica) frente ao Marselha.

Cerca de 200 adeptos portistas despediram-se ontem da comitiva azul-e-branca no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, onde o presidente se mostrou optimista para o embate com o Sp. Braga. "As finais são para ganhar. Estou totalmente confiante e tranquilo, porque já ganhámos em sítios muito difíceis e este é apenas mais um", realçou, acrescentando depois: "Esta é a quinta final do meu mandato. É um ano histórico do FC Porto e não do Pinto da Costa. Espero festejar mais um troféu."

Entretanto, o treinador bracarense, Domingos Paciência, deu uma entrevista ao site da UEFA na qual atribuiu o favoritismo ao FC Porto na final da Liga Europa, mas acredita que os minhotos podem surpreender "com a inspiração e a motivação certas".

Portugueses são um mau negócio

A ausência de adeptos portugueses – do Sp. Braga ou do FC Porto – está a estragar o negócio em Dublin, palco da final de amanhã da Liga Europa.

A 48 horas do jogo, as ruas de Dublin estão desertas de adeptos do Sp. Braga. Só do FC Porto, poucos.
A crise que afecta os portugueses obrigou os adeptos a viajarem apenas na véspera ou no dia do jogo para minimizarem os custos.
António e Anabela são de Lisboa, mas foram a Faro apanhar um voo "muito mais barato. Ida e volta por 365 euros para os dois". Aproveitam até sexta-feira "para passear", mas são caso raro entre adeptos. Centenas são esperados hoje e a esmagadora maioria só amanhã. "A vida aqui sai muito cara", diz António, com hotéis, táxis e restaurantes a rondarem, em média, o dobro dos preços de Portugal. 

500 POLÍCIAS IRLANDESES
Quinhentos agentes da polícia civil irlandesa vão cercar os adeptos nos percursos aeroporto-‘fan zones’-estádio-aeroporto. São esperados 14 mil do FC Porto (com 1500 Super Dragões e 500 do Colectivo Ultras 95) e três mil do Sp. Braga (400 dos Red Boys e Bracara Legion).