12 março 2010

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ENTREVISTA COM JOÃO PAULO FERNANDES - Presidente da Mancha Negra


João Paulo Fernandes, presidente da Mancha Negra, fala do
presente e futuro da claque, ao mesmo tempo que dá a
opinião sobre o que falta à Briosa para ter sucesso desportivo


DC: Como avalia o actual momento da Académica?
João Paulo Fernandes (JPF)
: Sinto que a Académica está a ser um clube cada vez mais vulgar, existe um afastamento grande da massa adepta da Académica, a própria direcção e as pessoas que gerem o clube têm alguma dificuldade em perceber o que está a acontecer ou pelo menos não têm a capacidade, neste momento, para tentar inverter as coisas. Compreendo que existem outras preocupações, uma vez que estamos a atravessar uma crise financeira muito grande e as pessoas da Académica querem é encontrar soluções para ter verbas para pagar a tempo e horas aos seus profissionais. No entanto, existe uma parte que tem sido descurada que é a comunicação com os associados e a comunicação com a cidade. O sócio da Briosa é um associado “sui generis” só aparece quando há momento de ruptura ou de vitória. E isso deixa-me muito triste.

DC: A Mancha Negra apercebendo-se dessa deficiência, tem feito algo para a contrariar?
JPF:
A partir do momento em que nos constituímos como associação temos a possibilidade de negociar com a direcção a compra de um sector no Estádio Cidade de Coimbra e a partir daí temos desenvolvido algumas campanhas para tentar captar adeptos e sócios para a Académica e tentar trazer pessoas ao futebol. Agora, a dicotomia entre sucesso desportivo e captação de pessoas tem que existir. O que sentimos é que as pessoas estão fartas deste andamento na luta pela manutenção e quando temos oportunidade de dar o salto, como foi com o Rio Ave, nunca conseguimos. Mesmo as pessoas da “velha guarda” estão saturadas, são anos e anos atrás da Académica e, neste momento, já nada as move. Ou seja, já não fazem aquele esforço para acompanhar a Briosa. Ninguém festeja a manutenção hoje em dia na Académica.

DC: A claque tem sentido esse decréscimo de associados?
JPF:
É um facto que a Mancha Negra está mais fraca. Mas, por exemplo, quando surgiu o remodelado estádio, a Académica tinha uma média de assistências que rondava as oito/nove mil pessoas e a Mancha Negra tinha no seu sector 1200 pessoas. Actualmente, a média desceu para os dois/três mil e a claque mete 400/500 pessoas. Ou seja, a percentagem da Mancha Negra no estádio é muito maior. O problema é que as assistências da Académica diminuíram, logo, as da claque também diminuíram. Agora, qualquer dia vejo o ECC deserto e o sector da Mancha com algumas pessoas.

DC: Dessa forma, como vê o futuro da claque?
JPF
: Complicado. A “nova guarda”, se assim se pode chamar, pouco ou nada se empenha nas iniciativas da claque, quanto mais nas do clube. E sem amor e proximidade ao clube nada disto tem razão de existir. Se as pessoas não se preocupam com a Académica, então, muito menos se vão preocupar com a Mancha Negra. Não é fácil ser líder de uma claque, ainda por cima com a pressão policial que existe para que as claques acabem ou para que se verguem a legislações autoritárias que têm surgido.

DC: Mas sentem essa pressão nas viagens que fazem para apoiar a Académica?
JPF
: Temos tido alguma repressão, principalmente quando vamos para o Sul. Portugal parece estar dividido em partes e a lei do Estado não é igual no Norte, no Centro, no Sul e nas Ilhas. Chegamos ao Sul as pessoas proíbem-nos de colocar a faixa da claque, porque dizem que não somos legais, e eu pergunto qual é o artigo da lei onde se baseiam para tomar essas decisões, e a resposta é porque eu quero. E quando vamos para o Norte colocamos faixas, levamos bandeiras, etc. É complicada esta situação. A Mancha Negra é uma associação com plenos direitos, logo está legalizada. Agora perante a nova lei que vai reger o apoio dos clubes às próprias claques, nós não estamos legais porque exigem que nós entreguemos o ficheiro de sócios no IDP e nós entendemos que não o deveremos fazer. Em primeira instância porque não está regulamentado nem legislado como, quando e em que condições é que alguém poderá ter acesso a esse ficheiro e nós temos direito à nossa privacidade porque somos adeptos de futebol como os demais sócios da Académica. Agora, pergunto, porque é que nós temos de entregar a nossa base de dados e os restantes sócios podem ir ao futebol sem estarem cadastrados. Ou é igual para todos ou, então, nós não cumprimos com esses requisitos.

DC: Depreende-se então, que legalizar está fora de questão?
JPF
: Não digo que não, porque temos sido alvo de tanta repressão que se calhar vamos chegar ao momento que iremos ter de fazer o que várias claques fizeram, que é aldrabar a lei, já que entregaram o nome de 20 sócios e estão legalizados, tendo cerca de 400 sócios. Agora, logicamente, não é isso que queremos. Defendemos que a lei terá de ser alterada e que a lei terá de se enquadrar como os demais padrões da lei. Eu se pertencer a um partido político não tenho de entregar um ficheiro em lado nenhum. Porque é que pertencendo a uma claque ou a um grupo organizado de adeptos tenho de o fazer. As casas do FC Porto, do Benfica e mesmo da Académica que estão espalhadas por esse país fora não têm de entregar qualquer ficheiro de sócios e, aliás, até têm regalias e apoios por parte dos seus clubes.

DC: Sem apoios como conseguem sobreviver?
JPF:
A Mancha Negra já deixou de ser uma moda. Está nas claques quem gosta e quem verdadeiramente se sente um ultra. Quem está à frente das claques está porque é uma forma de estar na vida.

DC: Existe algum perfil de pessoas que a MN aceita?
JPF
: Não. A claque aceita pessoas de todas as religiões, cor, partidos políticos, etc. A única obrigação é que têm de ser da Académica, embora existam sempre aqueles encapuzados.

DC: Existem projectos a curto prazo para o desenvolvimento da claque?
JPF
: O grande projecto é ter sempre 400/500 pessoas nos jogos da Académica, quer sejam em casa ou fora. Mas para isto acontecer terá de existir sucesso desportivo.

DC: E na sua opinião o que falta à Académica para lutar por outros objectivos?
JPF
: Vou repetir o que disse há 10 anos atrás. Falta profissionalismo e capacidade de gestão do departamento de futebol. É verdade que existem dificuldades financeiras mas agora o que vejo é que existem clubes com maiores dificuldades que a Académica a fazerem brilharetes, porque são mais eficazes na gestão dos recursos humanos, que é o que não temos capacidade até à data. Temos de começar a segurar os bons valores. Assim que conseguimos formar a base de uma equipa ou ter um treinador que demonstre alguma competência, não temos capacidade financeira para o segurar, porque não lhe apresentamos um bom projecto desportivo. Às vezes não é pelo dinheiro mas sim pelo projecto apresentado. São demasiadas pessoas intelectuais a pensar o clube.

DC: Numa altura em que se debatem e votam os novos estatutos, qual é a posição da Mancha Negra sobre essa matéria?
JPF
: Tenho pena que quem elaborou os estatutos se tenha esquecido de uma situação muito importante para a Académica, que são as suas próprias claques e grupos de apoio que são o que representam os seus adeptos. Lembraram-se das casas, das filiais, que, desculpem a minha opinião, pouco ou nada participam no dia-a-dia do clube, só existem para fazerem galas e pouco mais, e para as pessoas que estão à frente dessas instituições brilharem. Nós, e eu enquanto líder da claque, tento manter-me o mais anónimo possível, o que existe é a Mancha Negra. Mas, felizmente, na AG apresentámos aditamentos aos estatutos e foram unanimemente aprovados pelos presentes. Os associados que vão às Assembleias-gerais e que acompanham o dia-a-dia reconhecem a real importância na MN na vida da Académica.

DC: Sentem-se excluídos…
JPF:
Não. Mas há dois anos vivemos o segundo momento mais negro da claque, que foi quando nos tivemos de auto suspender. Tivemos algumas divergências no que é a nossa interpretação dos estatutos junto da direcção e chegamos ao ponto limite de auto suspendermos e eu vi a vergonha que foi aquele estádio com o Vitória de Setúbal. Assim como vi há dois anos quando fizemos uma acção de protesto contra os jogos serem televisionados à segunda e sexta-feira, que impedem os adeptos que trabalham e que estudam de irem ao Estádio (foi no jogo com o Leixões) e vi o cemitério que é aquele estádio sem a presença da MN. Aí senti que a claque é muito importante, pelo menos, para aqueles onze que estão dentro do campo. É isso que nos interessa. O nosso objectivo é apoiar aquela camisola, não tanto os jogadores, porque para nós eles são simples empregados da Académica, agora a camisola e o losango que trazem ao peito é o que mais importa e é por esses que nós marcamos presença.

DC: Foi uma decisão difícil de tomar?
JPF
: Muito. Na altura a claque tinha 23 anos. E é preciso ver uma coisa, na Académica nada dura muito, tudo o que existe, morre, volta a existir, volta a morrer, e a MN tem 25 anos. Há pessoas nas diversas direcções que pertenceram à claque, ou seja, foi através da MN que ganharam amor ao clube. Antigamente não tínhamos apoios porque as direcções estavam mais próximos dos Fans ou dos Cowboys e acabaram todos e a MN ainda sobrevive.

DC: Sentiram que valeu a pena tomar essa posição?
JPF:
Claro. Porque fez a direcção da MN crescer e a da Académica também. E a forma como as coisas este ano se processaram é exemplo disso.

DC: No final do ano há eleições vai-se recandidatar à liderança da MN?
JPF:
Gostava de ter mais pessoas a apresentar ideias. O debate e a discussão é que leva ao engrandecimento da instituição. Acho que vou continuar, porque está-me no sangue.


Fonte: DC

09 março 2010

1ª Liga: CLAQUES VITORIANAS - V. Guimarães 2-0 Nacional


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INCIDENTES NO ESTÁDIO DO DRAGÃO - FC Porto 2-2 Olhanense



ADEPTO DETIDO APÓS PANCADA COM A POLÍCIA

 Um adepto do FC Porto foi detido após confrontos com a polícia na bancada do Estádio do Dragão onde está instalada a claque Colectivo Ultras 95 (CU95). Por volta do minuto 25, a confusão instalou-se e tudo terá começado com uma altercação no seio do CU95, que levou a uma intervenção da força policial. À forma enérgica como a PSP abordou os adeptos, responderam, com violência, os restantes elementos da claque do FC Porto. A partir daí assistiu-se a uma troca de agressões, com vários objectos arremessados. Ao que o CM apurou, dois elementos da claque receberam assistência médica.


Fonte: CM

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08 março 2010

TORCIDA VERDE - Belenenses 0-4 Sporting


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PANTERAS NEGRAS - Boavista 2-1 Sporting de Espinho