05 março 2010

Brasil: TORCIDA VERDE NA SPORTV (Globo) - Sporting CP 3-0 FC Porto [2]

03 março 2010

No Name Boys: COMEÇOU O JULGAMENTO PARA 37 MEMBROS - Operação "fair play" [10]



Defesa pede nulidade do crime de associação criminosa


A defesa de três arguidos do processo No Name Boys pediu esta terça-feira a nulidade de parte da acusação, alegando que a investigação do crime de associação criminosa é da competência da Polícia Judiciária e não da PSP.


Elementos do núcleo duro da claque não legalizada do Benfica No Name Boys começaram hoje a ser julgados por associação criminosa, tráfico de droga, posse de armas e ofensa à integridade física, furto, roubo e outros crimes.

A advogada Ligia Borbinha apresentou um requerimento ao tribunal alegando que a investigação do crime de associação criminosa, imputado pelo Ministério Público a alguns dos 38 arguidos, é da "competência exclusiva da Polícia Judiciária".

A sustentação da causídica assenta na Lei 49/2008 de investigação criminal.

Os atos de violência do núcleo duro dos No Name Boys foram investigados pela 3. Esquadra de Investigação Criminal da PSP a partir de 2008.

O colectivo de juízes da 5. Vara Criminal de Lisboa começou por afirmar que foram imputados mais crimes a cinco dos arguidos dos que inicialmente constavam na acusação.

Os arguidos hoje ouvidos, muitos dos quais não quiseram prestar depoimento, negaram todos os factos, nomeadamente que a claque do Benfica tinha "líderes" e que eram o "braço armado" do clube.

Todos afirmaram que a missão da claque era apenas "apoiar e acompanhar o Benfica", que não tinham instalações no clube e que não recebiam bilhetes a preços mais baixos para depois os revenderem.

Sobre a relação com as claques de clubes adversários, nomeadamente Sporting e FC Porto, os arguidos garantiram que os confrontos eram espontâneos, não planeados e muitas vezes eram ameaçados através de sites da Internet.

Miguel Claro, um dos detidos, garantiu que as 100 gramas de haxixe encontradas tinha sido comprada a um cigano na ilha de Faro e eram para consumo próprio e que as armas que lhe foram apreendidas (soqueira, taco, pistola) eram para "defesa pessoal".

Segundo a acusação, os acusados praticaram crimes "minuciosamente planeados e executados com superioridade numérica e mediante a utilização de meios especialmente perigosos".

Para o Ministério Público (MP), os No Name Boys agiam "motivados por ódio e intuitos de destruição, sem motivação relevante, contra elementos das claques" do Sporting e do FC Porto.

Os principais arguidos são acusados de ações violentas contra elementos afetos à claque do Sporting Juve Leo, tendo um sofrido "socos, pontapés e facadas" e ainda sido queimado "com uma tocha". Todas estas acusações foram negadas pelos arguidos que hoje prestaram declarações.

Na sessão de ontem, sentados na sala do tribunal, alguns arguidos revelaram nem sequer se conhecerem. Outros fizeram questão de mostrar as suas ligações aos No Name: um deles vestiu uma camisola preta com o símbolo dos No Name nas costas.
Pité, Miguel Claro e Caturna, os alegados líderes dos No Name, quiseram esclarecer o colectivo de juízes. Todos eles explicaram que os No Name "sempre foi um grupo de dois, três mil amigos que iam puxar pelo Benfica", sem dirigentes. Há sim um elemento mais ligado à direcção do Benfica que "trata dos bilhetes", mas nenhum deles chegou a ocupar esse lugar. "Só uma vez pedimos mais dinheiro a membros da claque, mas foi para financiar um busto a um membro da claque morto num acidente de viação", concluiu Hugo Caturna.

 Os três negaram ter bilhetes mais baratos para os jogos e garantiram que o apoio da direcção do Benfica terminou quando demonstraram que não queriam legalizar-se.
A Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento do DIAP de Lisboa, refere na acusação que o Benfica cedia um espaço para reunião da claque e ainda disponibilizava bilhetes a preços reduzidos. Todavia, a 26 de Outubro de 2009, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional arquivou o inquérito que averiguava o eventual "apoio ilícito do Benfica a grupos organizados de adeptos".
Justificaram ainda que os ficheiros nos computadores com imagens de adeptos do Sporting servia para defesa pessoal. "Tinha receio de ser atacado por adeptos de outro clube", disse Pité. Já Miguel justificou as constantes ameaças de que era alvo em sites da Internet para o facto de ter na sua posse uma arma de fogo e uma soqueira quando a polícia o deteve. Só não explicou porque, se era ameaçado e sentia tanto medo, nunca se queixou às autoridades.

Num ambiente relativamente descontraído, um dos arguidos respondia ao juiz Ricardo Cardoso, conhecido pela sua intervenção no caso Vale e Azevedo. O magistrado perguntou-lhe se os 250 gramas de haxixe que lhe foram apanhadas eram para consumo. Respondeu que gosta de promoções e, por isso aproveitou a oportunidade no bairro da Cova da Moura, na Amadora. Risada geral.

O final da primeira sessão de julgamento foi marcado pelas despedidas: quem está em liberdade beijou e abraçou quem ficou em prisão preventiva. Padrinho! Gritavam alguns antes de Hugo Caturna ser algemado. Corleone! Chamava alguém da assistência para o mesmo detido, considerado pela acusação como um dos líderes dos No Name Boys.


JUIZ É 'FERRENHO' DO FC PORTO

Renato Barroso é o juiz-presidente do colectivo responsável pelo processo ‘No Name Boys’. O magistrado, no entanto, nunca negou a sua condição de adepto ‘ferrenho’ do Futebol Clube do Porto.
Renato Barroso, de resto, já foi mesmo o presidente da casa do FC Porto em Lisboa. Mas este não é o primeiro processo com referências ao Benfica que o juiz julgou durante a sua carreira. Foi este magistrado a condenar o ex-presidente do clube encarnado, Vale e Azevedo, a sete anos e meio de cadeia por burla ao empresário Dantas da Cunha.

No processo dos No Name Boys, Renato Barroso promete, entretanto, uma decisão para breve sobre o requerimento apresentado pela advogada de três arguidos, que requereu a nulidade de parte da acusação, alegando que a investigação do crime de associação criminosa é da competência da Polícia Judiciária e não da PSP.

O julgamento prossegue esta quarta-feira no Campus de Justiça de Lisboa.


02 março 2010

França: NOVOS INCIDENTES EM PARIS - PSG 0-3 Marselha [2]


PSG nega bilhetes a adeptos para jogos fora


 O presidente do Paris Saint-Germain, Robin Leproux, anunciou hoje que vai deixar de vender bilhetes para os jogos fora, depois dos incidentes antes da derrota com o Marselha (3-0), em jogo da Liga francesa de futebol.

Um adepto do PSG ficou gravemente ferido entre facções rivais das claques extremistas do clube parisiense, antes da partida de domingo em casa com os marselheses.
Robin Leproux disse que queria "actuar de forma responsável e garantir a segurança de todos", pelo que deixará de vender bilhetes para os jogos fora durante um tempo ilimitado.
Os serviços de apoio aos adeptos também estarão encerrados e o PSG garantiu que não recorrerá de um possível castigo de efectuar jogos à porta fechada.
Os confrontos envolveram "hooligans" de duas das principais claques do clube, situadas na Tribune d'Auteuil e na Kop of Boulogne.



Fonte: Lusa

01 março 2010

CURVAS EM ALVALADE - Sporting 3-0 Porto [1]


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França: NOVOS INCIDENTES EM PARIS - PSG 0-3 Marselha [1]

Ultras do Marselha ausentes em protesto... Kop of Boulogne carrega sobre a Virage Auteuil!

NO NAME BOYS NO ESTÁDIO DO MAR - Leixões 0-4 Benfica



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