28 novembro 2008

On TV: "CLAQUES FORA DA LEI" - Sociedade Civil, Programa transmitido na RTP


Claques fora da lei


Já fazem parte do ritual futebolístico. Jogo que se preze entre os grandes tem insultos, ameaças, violência e outras imoralidades ou ilegalidades praticadas pelas claques dos clubes. Mas quem integra estes movimentos? Dizem-se fãs do clube, amantes do desporto rei, mas as rusgas policiais encontram na sua posse armas e droga. Os clubes afiançam nada terem a ver com as claques, mas vendem-lhes bilhetes mais baratos (caso da No Name Boys).
Devem ser proibidas as claques ilegais (quase todas o são)? Em vez de protecção policial das claques nos grandes jogos deve haver investigação policial às suas actividades? A discutir no SC.

Convidados:
Jorge Silvério, Psicologia do Desporto na Universidade do Minho
Salomé Marivoet, Socióloga da Universidade de Coimbra
Intendente Pedro Gouveia, Director do Departamento de Operações da PSP
Ribeiro Cristóvão, Jornalista Rádio Renascença


Fonte: SociedadeCivil

Ver... AQUI

Taça UEFA: NA GRÉCIA "ESTILO... PIRATAS" - Olympiacos 5-1 Benfica [2]


(Fonte: VelhoEstilo)

Mais... AQUI

Taça UEFA: BENFIQUISTAS EM ATENAS - Olympiacos 5-1 Benfica [1]


Ver mais VÍDEOS e FOTOS... AQUI

Champions L.: BRIGADA (X) RESPONDE A UM ARTIGO DA VISÃO [2] - Sporting 2-5 Barcelona

"Sr. Luís Ribeiro (Visão)":.



O título do post é uma frase que ficou à porta. Pelos vistos, quem escreve nas revistas tem liberdade de expressão para dar e vender, mas quem se movimenta nos estádios está sujeito à censura.
Depois de tudo o que foi dito na última semana, nem vale a pena adiantar mais comentários. A imagem fala por si.




Fonte: Brigada


Ver mais FOTOS... AQUI
Artigo da Visão... LER... AQUI

26 novembro 2008

Lei 16/2004: M.J. MORGADO DEFENDE "REPRESSÃO POLICIAL" E AFASTAMENTO DE GRUPOS - Mais poderes para o CNCVD


Maria José Morgado defende mais poderes para Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto


A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa defende mais poderes para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto para que este possa instruir processos administrativos que afastem os grupos violentos dos recintos de futebol.

Maria José Morgado falava terça-feira à noite à Agência Lusa, à margem da conferência "Corrupção no âmbito dos crimes económicos", que decorreu na sede da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social/Sedes, em Lisboa.

Questionada sobre as medidas que, em seu entender, deveria haver para prevenir situações de violência no futebol, a magistrada sustentou que, no domínio do "controlo" das claques, "deveriam ser aumentados os poderes" do Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, para que este pudesse "instruir processos administrativos" que permitissem "afastar os grupos mais violentos dos recintos".

Segundo a directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, a "aplicação das medidas deveria ser em tempo real".

Maria José Morgado advogou ainda, para "os casos mais violentos", a "repressão policial".

Criado por lei em 2004, o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, que funciona na dependência do Governo, tem como incumbência promover e coordenar a adopção de medidas de combate às manifestações de violência associadas ao desporto.

Maria José Morgado liderou a equipa que conduziu o processo de investigações ao grupo de apoiantes do Benfica "No Name Boys", que levou recentemente à detenção de 32 suspeitos.

Destes, 15 foram apresentados a primeiro interrogatório judicial, aos quais foram aplicadas diversas medidas de coacção, entre as quais a prisão preventiva, a mais grave, que coube a cinco deles.

Os arguidos são indiciados pelos crimes de associação criminosa, posse e tráfico de armas de fogo, tráfico de estupefacientes, ofensa à integridade física qualificada, roubo, incêndio, explosões e outras condutas violentas especialmente perigosas, de acordo com a Procuradoria-Geral da República.

Questionada pela Lusa se existem em curso mais processos de investigação sobre claques de futebol, Maria José Morgado escusou-se a responder.



Fonte: Lusa

25 novembro 2008

III Divisão: SS APOIAM POR FORA EM ALMADA - Cova da Piedade 0-0 Farense





8€ por bilhete... Na 3ª Divisão! - LER e VER mais... AQUI

Revista: ADEPTOS - nº28 - Novembro



Benfica-Porto / Sporting-Porto / Benfica-Napoles / Belenenses-Guimaraes / Entrevista Bracara Legion


Fonte: Revista Adeptos

1ª Liga: VIII EXÉRCITO EM PROTESTO - Vitória Setúbal 2-0 Belenenses


Mais... AQUI

1ª Liga: CURVA BENFIQUISTA EM COIMBRA - Académica 0-2 Benfica



Mais VÍDEOS e FOTOS... AQUI

23 novembro 2008

Entrevista: PRESIDENTE DOS PANTERAS NEGRAS - “Em Portugal existem dois movimentos ultras”

“AS DIFICULDADES ACABAM POR UNIR AS PESSOAS”



ACTUAL PRESIDENTE DOS PANTERAS NEGRAS, ZÉ LUÍS É BOAVISTEIRO DESDE SEMPRE. DONO DE UM APURADO SENTIDO DE HUMOR, ZÉ LUÍS CONTA COMO VÊ O MOVIMENTO ULTRA EM PORTUGAL E ABRE AS PORTAS DA CLAQUE AXADREZADA, ONDE FICAMOS A CONHECER MELHOR O PASSADO E PRESENTE DO GRUPO. JÁ A ACTUAL CRISE PORQUE PASSA O CLUBE DO BESSA DEIXA UMA DOR PROFUNDA EM TODOS AQUELES QUE DEDICAM A VIDA AO BOAVISTA, MAS O PRESIDENTE ACREDITA QUE ESTA ÉPOCA TEM TRAZIDO À SUPERFÍCIE OS VERDADEIROS BOAVISTEIROS QUE VÃO SUPORTANDO A EQUIPA COM O SEU APOIO E FORÇA DE VONTADE.

PATRÍCIA MARTINS




· O que é ser ULTRA?
Não existe uma definição concreta. Cada um é Ultra à sua maneira. É viver o futebol de forma diferente de uma pessoa normal, é projectar a vida, o trabalho e a vida familiar com o futebol. Vives e sentes futebol. Ninguém nasce ultra, as pessoas aprendem e aperfeiçoam-se.

· Há quantos anos vai ao Bessa?
Eu sou o sócio 4420 e faço parte da claque desde 1991. Venho ao Bessa desde pequenino, para aí desde 1987/88.

· O que o levou a presidente dos Panteras Negras?
Vontade de fazer mais.

· O que a sua família acha disso?
É muito complicado porque se perde muitas horas com o futebol é preciso conciliar com o trabalho e a vida familiar. Tem que haver muito bom entendimento e compreensão o que por vezes é complicado.

· Qual a melhor altura que viveram os Panteras Negras?
Anos 90 e a altura em que fomos campeões.

· Qual a pior fase da claque?
Sem sombra de dúvida que foi na época de 98/99, um ano antes de sermos campeões. Isto estava completamente ao abandono. Nós ganhámos a Taça em 96/97, tivemos um ano muito bom, depois o Manuel José sai, o Nuno Gomes é vendido ao Benfica… a pior fase foi essa com tudo num tremendo estado de abandono.

· O que levou a uma separação nos Panteras e ao nascimento da Ala Dura?
Eu vejo isto da seguinte forma: a Ala Dura era considerado o lado do pessoal de um estrato social mais baixo, do chamado bairro, enquanto quem ficou do lado dos Panteras Negras é aquele pessoal mais elitista. Houve aí uma separação porque digamos que houve pessoas que quiseram ter algum protagonismo e a única forma que encontraram de saciar esse desejo foi criar uma nova claque. Na altura o Boavista tinha sido campeão e haviam todas as condições para haver mais uma claque: havia pessoal, vontade, dinheiro, tudo… Mais tarde isso começou a desaparecer e começou a ser ridículo haver duas claques com meia dúzia de pessoas de cada lado. Assim, a Ala Dura separou-se totalmente, e o pessoal da Ala Dura juntou-se novamente aos Panteras. A Ala Dura agora não existe, começou por ser um núcleo dos Panteras, depois houve aí uns problemas e separaram-se, mas nunca houve aqui duas direcções nos Panteras. A Ala Dura neste momento não existe.

· Se na altura houve a separação devido a conflitos, agora que estão novamente juntos está tudo sanado ou ficou alguma mágoa?
Ficou sanado, mas não esquece. Pode rebentar a qualquer momento.

· Como vê o movimento ultra em Portugal?
Penso que em Portugal existem dois movimentos ultras: aquele dos chamados “três estarolas”, que têm muito apoio dos clubes em dinheiro, o que permite uma bancada com muita gente, muitas bandeiras e coreografias e depois existe o movimento ultra de todos os outros clubes. É tudo uma questão de números. Não é que aqueles que são muitos sejam melhores que nós, muito pelo contrário, difícil é o que nós fazemos porque eles têm muitos apoios. Mas o movimento Ultra em Portugal é um movimento fechado: é aquela hora no estádio e depois acaba, cada um vai para sua casa… nas claques grandes não há aquela amizade que os liga, pode até haver rivalidades.

· O assunto do preço dos bilhetes está na actualidade. Seria possível uma verdadeira união entre as claques dos vários clubes para combater algo que afecta a todos aqueles que se deslocam aos estádios para apoiar as suas equipas?
Uma união nas ruas é impossível. Isso era para se transformar numa batalha campal. Agora o que poderá haver e foi uma ideia que já transmiti algumas vezes era por exemplo num fim-de-semana dividir uma frase por todos os jogos. A primeira equipa a entrar em campo começava parte da frase, a seguinte continuava e por aí fora, a terminar no último jogo da jornada. Aí transmitia uma união em relação a essa ideia, mostrava que estão todos pelo mesmo. Agora juntar todos na mesma mesa não corre bem.

· Que tipo de pessoas se encontram dentro de um movimento ultra?
Todo o tipo de pessoas. Pessoas de esquerda, de direita, boas, más, pobres, ricas, consumidores de droga, pessoas que só bebem água… tudo!


Uma ideia sempre ligada às claques pela comum das pessoas é a existência de droga. Circula droga dentro dos Panteras Negras?
Há muita “ganza” aí, mas drogas duras não. E não há nenhum tipo de tráfico aqui.

· Existe alguma ligação, dentro dos Panteras, entre futebol e política?

Nos anos 90 nós tínhamos uma amizade com os Celtarras, a claque organizada do Celta de Vigo, eles são de extrema-esquerda. Nessa altura tínhamos aqui mesmo muito pessoal de esquerda, chegamos até a lançar um cachecol que no meio é um punho a dar um murro numa suástica. Mais porque quem estava a liderar a claque também era de esquerda e foi impondo a sua vontade. Mas também sempre tivemos pessoal de direita, embora nesses anos fosse um grupo muito reduzido. Actualmente temos esquerda e direita, talvez a direita sobressaia mais um pouco porque está na moda, são os chamados Skins da moda.

· Mas consegue-se separar bem política e futebol ou por vezes geram-se confusões?

Há sempre bocas. Tento resolver sempre a situação, mas claro que aí também sou um bocado cúmplice, porque como também sou mais de direita, embora não radical, do que de esquerda, sempre que há um problema também há uma tendência.

· Justifica-se violência relacionada com o futebol?

Eu penso que sim e explico porquê: se andamos aqui a defender um clube, percorremos os estádios todos, defendemos as cores da nossa bandeira, é normal que entremos em choque com outras pessoas semelhantes a nós que defendem a bandeira deles. Por vezes confraternizamos todos e bebemos uns copos, outras vezes, obrigatoriamente voltamos ao tempo medieval, transformamo-nos em guerreiros… Podemos ter amizade com determinados grupos, como neste momento temos com o Aberdeen, mas é sempre mais provável haver conflitos com algum grupo português, mesmo que haja uma amizade, porque se confrontam, são adversários directos.

· O que leva a essa violência?

O conceito Ultra está, quer se queira, quer não, ligado à violência. Há muita gente que diz que ser Ultra é apoiar na bancada, fazer coreografias bonitas, ter a chamada “Mentalidade Ultra”, mas a verdade é que existe sempre alguma violência.

· Como terminar com essa má imagem?

Por exemplo com a atitude que o nosso presidente teve em vir para a nossa beira. Aparecendo pessoas mais conhecidas no meio das claques, figuras públicas, com um cariz que influencie a imagem que as pessoas têm disto. É importante os jornais transmitirem essa imagem de apoio, fotografarem, passarem também as coisas boas.

· Ainda recentemente foram noticiadas agressões a jornalistas por parte de adeptos do Boavista. O que se passou e como vê essas atitudes?

Quer queiramos quer não um jornalista será sempre um inimigo de qualquer movimento ultra. Se somos um grupo ultra estamos ali todos pelo mesmo, aquilo não é um filme, não estamos ali para fazer publicidade, por isso não faz sentido haver um jornalista lá no meio. Nisso ainda tenho uma mentalidade muito antiquada, não sou desta nova geração de futebol moderno em que o pessoal é mais “fashion” e quer aparecer. Acho que a maior vergonha a nível do nosso meio Ultra foi o livro lançado pelo “Macaco”. O que ele diz no livro, qualquer elemento Ultra já passou por situações idênticas, só que ele a publicar o livro foi dar a saber a pessoas que não estão ligadas ao futebol, que não conheciam a realidade das claques tudo isso e qual foi o efeito que o livro teve? As pessoas começaram a ver as claques como as piores pessoas possíveis, quando há certas coisas que devíamos manter para nós.

Quanto aos jornalistas, têm-se aproveitado para colocar sempre o clube ainda mais para baixo. Temos que perceber que futebol não é política, envolve sentimentos, para as pessoas que vivem o clube desta forma acontecer algo como acabar o Boavista é para dar em maluco, é como de me tirassem um órgão. Nem quero imaginar!

· Porque se levam petardos para os estádios? Qual o intuito? Concorda?

O petardo é um acessório ao movimento Ultra. Podemos levar muitas bandeiras para os estádios, megafone, bombo, mas falta sempre algo ali que faça barulho e que traga mais luz, mais cor… os petardos, as tochas, etc são coisas importantes, muita gente leva para se fazer ouvir, para marcar posição. Concordo com o petardo quando usado civilmente. Acho que é mesmo possível fazer-se um requerimento à liga para usar esse tipo de coisas em ocasiões especiais, o mais provável é recusarem, mas penso que há essa
possibilidade de aceitarem desde que haja todas as condições de segurança mínimas.


Como é a relação dos Panteras Negras com a polícia?
Temos uma boa relação com os chamados spotters que é aquela polícia que faz a ligação entre o comando e as claques, na semana anterior a deslocações ligam para saber como vamos, a que horas, se temos bilhetes, etc e nós damos essa informação porque facilita o trabalho para eles e para nós.

É verdade que muitas vezes é a polícia que começam as confusões, a maioria das vezes é mesmo excesso de violência por parte deles que obriga as pessoas a ter uma reacção idêntica à que eles têm connosco.

· Há racismo dentro das claques?

Há. É evidente que existe sempre, mas muitas vezes quando nos acusam de racismo com algum jogador, no fundo é só para tentar desestabilizar o adversário e não por sermos mesmo racistas. Nós somos maioritariamente, 100% mesmo brancos, mas se vier alguém de cor para cá, tem que ter um poder de encaixe grande porque vai sempre ouvir algumas bocas mesmo na brincadeira. Mas a claque, de uma forma geral, não faz discriminação nem põe qualquer tipo de entraves!

· Como está actualmente a situação da claque Panteras Negras?

Penso que estamos bem. A nível de apoio, de presenças no topo e de mentalidade.

· Sabe-se que foram os adeptos que acabaram por levar o símbolo da pantera para o clube. O que esteve na origem do nome Panteras Negras?

Foi uma brincadeira que os mais antigos faziam com o Alfredo. Vinham com uma pantera cor-de-rosa, atiravam para o Alfredo no relvado e ele retribuía o gesto. Aquela situação começou a dar azo a nos chamarem panteras, depois pantera cor-de-rosa não fazia muito sentido, como éramos pretos e brancos ficou Panteras Negras e foi assim que surgiu o nome.

· Quantos elementos tinha a claque quando foi fundada?

Inicialmente foram cinco amigos.

· Quantos elementos têm os Panteras agora?

Inscritos são mais de 500 elementos.

· Qual a média de idades dos elementos?

Faixa etária dos 20 anos.

· Os Panteras Negras são uma claque legalizada?

Sim.

· Em que consiste a legalização das claques e o que pensa sobre isso?

Essa pergunta devia ser feita as pessoas que fizeram a lei. Eu não concordo com isso, porém, apesar de não concordar, sei que para continuarmos da maneira mais pacífica possível a apoiar o Boavista F.C. resolvemos criar a associação porque se não fosse dessa forma não poderíamos exibir faixas, ter apoios do clube, etc. Se não fosse assim éramos uma espécie de grupo com meia dúzia de pessoas completamente isolados. E também não temos qualquer problema em dar nomes e moradas, não nos andamos aqui a esconder de nada. Acredito até que quem não se legalizou sofre muito mais a repressão. Há cerca de um ano que nos legalizamos e sinceramente não vejo diferença nenhuma, não perdemos nada, não deixamos de fazer nada que fizéssemos antes, não nos obrigou a mudar nada no nosso grupo e não há qualquer forma de repressão até hoje sobre nós.

· Como é que a claque é vista pelos restantes sócios do Boavista?

Neste momento estamos muito bem vistos. Nós somos a salvação do Boavista, sem o nosso apoio não teria conseguido ter os pontos que tem, o que é bem verdade. E é mau, porque somos o quarto Maios clube de Portugal e quando um clube assim apenas depende de uma claque para apoio é muito mau. Os restantes sócios, para além da claque, deviam ser muitos mais do que nós.

Mas em termos de apoio penso que temos estado melhor agora do que na primeira divisão. As dificuldades acabam por unir as pessoas.

· Existe alguma estrutura organizacional dentro dos PN ou esta funciona como uma anarquia com os líderes a intervirem apenas em situações de conflito e para desbloqueio de impasses?

Existe. Temos um conselho fiscal (3 elementos), uma assembleia-geral (3 elementos) e uma direcção (5 elementos). Eu obrigatoriamente tenho que intervir e não me posso meter à parte em determinadas situações. Por exemplo, quando fazem algo mal, seja violência ou qualquer outra coisa eu chego à beira das pessoas e tenho que dizer o que está mal, o que devem melhorar, etc.

· Há amizades com outros grupos? Quais?

Amizades oficiais só com o Aberdeen. Depois damo-nos bem com aquele grupos que toda a gente se dá bem: Mancha Negra, VIII Exército, etc.. eu costumo chamar-lhes os “tuti-fruti” porque se dão bem com toda a gente, nunca criam problemas com ninguém.

· Há “inimigos de estimação”?

O nosso inimigo número um é o Guimarães e temos que voltar um pouco atrás na história: nos anos 90 nós disputávamos os lugares de acesso às provas europeias com o Guimarães, eles querem ter mais conquistas que nós e não conseguem chegar perto do que nós já atingimos. Depois, um bom Boavisteiro também não gosta do Porto, que é o rival da cidade.

· Qual o vosso lema e qual o ideal?

Só os fortes resistem, só os fracos desistem! O nosso lema é apoiar o Boavista em qualquer divisão, em qualquer situação, em qualquer estádio, até morrer!

· O que são os núcleos que se formam dentro das claques e qual o seu objectivo?

O objectivo é organizar melhor. Por exemplo, somos todos da mesma zona e em vez de fazer muitos telefonemas, faz-se só para o chefe do núcleo e cabe a ele transmitir aos outros e cativar o pessoal a ir. Também acaba por ser uma identidade territorial. Pode haver rivalidade por um núcleo ter uma bandeira mais bonita do que outra ou mais protagonismo, mas eu acho que isso é saudável, porque se acabam por se “picar” entre eles o resultado só pode ser o Boavista sair beneficiado. Vê-se um núcleo a fazer uma coisa bonita e o outro vem e diz “vamos fazer ainda melhor!”, o que acaba por ser uma rivalidade saudável desde que não se peguem à “porrada” uns com os outros. Querem ver quem faz mais e melhor pelo Boavista.


Porque é que as claques se posicionam geralmente num topo? Qual o significado do Topo Sul?
Curva, topo, são sempre palavras que se associam a uma claque e se virmos a história das claques está intrinsecamente ligada a Itália e eles lá usam muito essas expressões. Depois se repararmos é uma forma de poder, é uma palavra que marca posição, é como se tiveres sentado à cabeceira da mesa.

· O que se tem que fazer para pertencer à claque?

Basta ser boavisteiro, ter disponibilidade para acompanhar, mentalizar-se que a vida vai ser um bocado adaptada em função do futebol e muita gente não consegue conciliar.

· Há apoios por parte da direcção do Boavista à claque?

Há. Apoia-nos desde já neste espaço que temos (sede), apoia-nos com bilhetes, permite-nos estabelecermos contactos com outros clubes para fazermos permutas que depois temos que respeitar cá também. Embora não haja nada assinado, é tudo pela palavra, se eu pedir 100 bilhetes ao outro clube, depois tenho que lhes arranjar 100 bilhetes cá no Bessa, é um código de conduta entre claques: por muito que me dê mal com alguém de algum clube, nessa altura temos que cumprir a palavra, porque é bom para os Ultras deles e para os meus Ultras.

Dinheiro propriamente dito, nada. Nunca houve, o Boavista nunca deu dinheiro, mas em determinadas alturas ofereceu faixas, pagou camionetas para deslocações, etc… mas quem ajuda nesse sentido normalmente é o presidente que estiver no clube.

· Como vê a situação em que se encontra o Boavista?

Muito má! Muito perigosa e dolorosa demais para falar.


Curiosidades:


v Nome – José Luís Ribeiro

v Idade – 30 anos
v Local de Nascimento – Paranhos - Porto
v Profissão - Segurança
v Hobbies – Cinema, desporto, leitura e dormir
v Filme – “Ultra - assalto ao estádio”
v Livro – “Entre os vândalos - o futebol e a violência”
v Música - Business




Fonte: PN Gaia

1ª Liga: CURVA LEONINA NA FIGUEIRA DA FOZ - Naval 0-1 Sporting




Ver mais FOTOS... AQUI

1ª Liga: "JOGO DE ALTO RISCO" - AAC vs SLB

Polícia acompanha claques do Benfica de Lisboa a Coimbra




Segurança. Esquema idêntico ao utilizado durante o Campeonato da Europa de 2004
É como se fosse um jogo do Euro'2004, especialmente quando a selecção inglesa se deslocou a Coimbra. Hoje, regressa o esquema de segurança máxima para a recepção aos adeptos organizados do Benfica, que serão acompanhados pela PSP no percurso de Lisboa até Coimbra, e regresso após este desafio da nona jornada da Liga.

Estão reunidos os ingredientes para um desafio verdadeiramente de "alta segurança" no Estádio Cidade de Coimbra que terá casa cheia. A PSP encara o desafio com perfil de excepção: "O jogo contará com reforço de meios policiais que, em situação normal, não integram os policiamentos desportivos", disse ao DN sport fonte daquela corporação. Considerado o "alto risco" deste encontro, o acompanhamento das claques visitantes da Luz será efectuado por "elementos da PSP de Lisboa, que actuam à civil, fazendo o acompanhamento de ida e volta entre Lisboa e Coimbra". Por se considerar este jogo de alto risco, haverá ainda "equipa cinotécnica, equipa de Inactivação de Engenhos Explosivos e ainda o Corpo de Intervenção da PSP "para manutenção e reposição da ordem em ocorrências que envolvam grupos numerosos de suspeitos".

Em termos globais, "os meios da PSP de Coimbra destacados foram reforçados em quantidade", embora a estrutura definida tenha semelhança noutros jogos desta dimensão e índice de risco, designadamente na escolta de trânsito para equipas e claques, coordenação dos meios de comunicações e circuito de controlo TV na sala de controlo do estádio. Segundo a PSP de Coimbra, haverá também vigilância da bilheteira e zona de parqueamento de autocarros das equipas, segurança à equipa de arbitragem e spotting na Mancha Negra, a claque da Académica (elementos da Investigação Criminal de Coimbra à civil). A PSP dará ainda "apoio às revistas" que estão a cargo de 100 Assistentes de Recinto Desportivo. Sem descurar o "controlo de acessos ao estádio e o encaminhamento do público", haverá ainda por parte da polícia elementos com missão de manter e repôr "a ordem em ocorrências que envolvam pequenos grupos de suspeitos, a cargo de Equipas de Intervenção Rápida".

Para os adeptos benfiquistas, os 100 Assistentes de Recinto Desportivo receberam instruções da TBZ para uma operação segurança de "tolerância zero".

O esquema da segurança privada (contratada pela TBZ), terá, apurou o DN sport, olho clínico sobretudo na revista às claques visitantes, que ocuparão a bancada sul (sector 7 ao 12). "Esperamos que não passem petardos…", frisou fonte da empresa que gere o estádio. A lotação excederá o número de espectadores, no ano passado, precisamente entre as mesmas equipas. Tal como a 24 de Novembro de 2007, espera-se festa e golos. E, os da casa, anseiam melhor resultado - então perderam por 1-3



Fonte: DNSport