02 fevereiro 2008

1ª Liga: "THE MAKING OF"... COREOGRAFIA FÚRIA AZUL - Belenenses-Sporting (AMANHÃ) (1)




31 janeiro 2008

1ª Liga: SKINHEADS EM GUIMARÃES - V. Guimarães 1-3 Benfica (5)


Violência: Grupo suspeito

Os desacatos em Guimarães ocorreram antes do jogo com o Benfica e terão sido planeados
Os desacatos em Guimarães ocorreram antes do jogo com o Benfica e terão sido planeados
"Pareceram-me skin heads. Tinham botas da tropa, cabelo muito curto ou rapado. Viajavam em três carrinhas brancas, novas, não usavam indumentária que os identificasse com qualquer clube e no percurso para o estádio protagonizaram várias cenas de violência” , contou ontem ao CM uma testemunha que, no sábado, assistiu ao que se passou antes do jogo V. Guimarães-Benfica, em que uma pessoa foi esfaqueada.

Segundo a mesma testemunha, que solicitou o anonimato, o alegado grupo integrava cerca de três dezenas de indivíduos, a maioria na casa dos 30 anos, e não mostrou qualquer intenção de apoiar o Benfica ou o V. Guimarães.

“Estiveram cerca de uma hora junto às carrinhas a beber cerveja e a contactar amigos pelo telefone. Depois dirigiram-se para o estádio e varreram tudo à frente deles. Provocavam as pessoas e nem esperavam as suas reacções, passavam de imediato para as agressões”, contou ainda o adepto do Vitória de Guimarães ao CM, um economista de 32 anos.

PSP não sabe

“Como um amigo me contou um comportamento muito semelhante a este ocorrido em Braga, fiquei com a certeza de que estas cenas são premeditadas e que se as autoridades não agirem vamo-nos deparar com uma tragédia mais dia, menos dia”, afirmou ainda a mesma fonte.

Fonte da PSP do Porto disse ao CM não ter indicação da existência de um grupo organizado com estas características mas frisou que vai estar mais atenta a movimentações como as descritas pelo denunciante, que já relatou à Liga as cenas de violência a que assistiu.

ADEPTO ESFAQUEADO

Um adepto do V. Guimarães foi esfaqueado por um indivíduo de 30 anos, de Lisboa, que depois de identificado foi libertado devido à falta de flagrante delito. O Ministério Público já abriu um inquérito.


Fonte: Correiodamanhã

1ª Liga: DUXXI - Sporting CP 2-0 FC Porto (4)



30 janeiro 2008

1ª Liga: SOLIDARIEDADE BENFIQUISTA - V. Guimarães 1-3 Benfica (4)

Imaginem que iam assistir a um jogo de futebol do vosso clube num ambiente hostil. Para o mesmo deslocavam-se de carro. Não levavam as cores do clube (para não chamarem as atenções) e parqueavam a viatura num dos parques do estádio, vigiados, para melhor segurança da mesma.

Pois bem, foi isso que aconteceu ao Carlos Vieira, benfiquista de Castelo de Paiva. Mas não ganhou para o susto. Ou para o prejuízo.

Foi ver o Benfica a Guimarães e no final da partida adeptos vimaranenses em vez de (...) procurarem confronto leal com os ultras benfiquistas não... limitaram-se ao (...) arremesso de pedras contra viaturas (...).

O prejuízo que o Carlos e a esposa vão ter por simplesmente terem ido a Guimarães ver o Benfica está numa cópia do orçamento que nos fizeram chegar: 8650€




Como o seguro não cobre actos de vandalismo e como em Portugal a culpa morre solteira, já sabem o que vai acontecer...

Não é Natal, mas se todos ajudarem o Carlos não custa nada. É Benfiquista (...) e precisa da vossa ajuda.

A Conta Bancária do Carlos é a seguinte: 003803540300238697710 (Banif).

Está em nome dele e da mulher.

Obrigado a todos !!!!







1ª Liga: COREOGRAFIA VITORIANA, CLAQUES BENFIQUISTAS e... FEHÉR - V. Guimarães 1-3 Benfica (3)


Frase: Humildemente perseguimos um sonho estrelado






28 janeiro 2008

1ª Liga: DUXXI, TORCIDA, JUVE LEO E BRIGADA - Sporting CP 2-0 FC Porto (3)





1ª Liga: SUPER DRAGÕES E COLECTIVO 95 - Sporting CP 2-0 FC Porto (2)




1ª Liga: JUVE LEO, TORCIDA VERDE E DUXXI - Sporting CP 2-0 FC Porto (1)


Juventude Leonina - Orgulhosamente... nós!!!


Torcida Verde - Amor inimitável


Directivo Ultras XXI - Verde e branco, a nossa côr


27 janeiro 2008

1ª Liga: CLAQUES BENFIQUISTAS - V. Guimarães 1-3 Benfica (2)


Super Dragões: SUPER QUEENS JÁ SÃO 16%

Rimou pela primeira vez nas Antas em 1996 a consonância usada desde então como lema das Super Queens "Faixa não há, mas nós estamos cá". Por que nasceu a facção feminina dos Super Dragões (16%, e a aumentar) de uma negação? "É a forma de nos afirmarmos; não usamos faixas porque não nos revemos nelas", aclara Xana, histórica líder do flanco que cunha a comparência pela moderação. As outras diferenças relativas aos homens de estádio - habitualmente mais vezeiros no verbo da injuriosa gesticulação - também não são de monta. "Somos um núcleo como os outros; não somos uma claque à parte", clarifica Xana, 32 anos, licenciamento em Desporto. "E temos uma só bandeira e um só estandarte". Assim mais expostas na bancada, de pé como eles, em tudo o resto as Queens clamam por igualdade. "O que nos juntou foi a necessidade de nos organizarmos. Mas aqui as mulheres são livres de ver os jogos onde quiserem". Naturalmente mais práticas, precavidas, é nas viagens que lhes ressai a diferença. "Sim, aí já não somos bem como eles: não só levamos melhores farnéis como os nossos autocarros acabam sempre por regressar mais limpos. E normalmente não andamos à porrada".

Fonte: JornaldeNotícias

FC Porto: DANIEL SEABRA E OS SUPER DRAGÕES

"É abusivo associar uma claque a um gangue"

Licenciado em Antropologia pela Universidade Fernando Pessoa, mestre pela Universidade do Minho, Daniel Seabra, 39 anos, é um dos maiores especialistas do país sobre a claque Super Dragões, que investiga há 16 anos.

"Associar a claque à guerra de gangues é meramente especulativo"

"A claque é um campo social onde se reproduz, num contexto mais favorável, a delinquência que já é praticada no quotidiano". O antropólogo Daniel Seabra alerta para as generalizações e ajuda-nos a perceber o fenómeno Super Dragões.


A identidade dos Super Dragões está intimamente ligada à identificação com a cidade do Porto. Mas constrói-se também pela depreciação do adversário. Como funciona esta dualidade?

A exaltação do clube tem no discurso de exaltação da cidade do Porto, por oposição ao Sul, um dos seus principais elementos. O discurso de diferenciação relativamente a Lisboa não é novo no clube e nem sequer foi inaugurado por Pinto da Costa ou José Maria Pedroto. Não deixa de reproduzir um discurso identitário que encontramos já no final do séc. XIX e início do séc. XX, por exemplo, nas palavras de Basílio Teles e Raul Brandão. Esse discurso tem profundidade histórica, sendo obviamente exacerbado no futebol.

Mas a exaltação é feita também pela depreciação do adversário.

Exactamente. É feita também pela diferença, apoucando, desprestigiando e, nalguns casos, desqualificando mesmo o adversário a nível sexual, por exemplo. Há uma complementaridade: a auto-exaltação e a depreciação do adversário.

Esse discurso de identidade negativa – os cânticos insultuosos – o que significa?

Muitas vezes aquilo que pensamos que é real, é real nas suas consequências. Muitos adeptos do Porto vêm no Benfica o clube do Estado Novo que ganhava, não exactamente pelo seu mérito, mas pela protecção que gozava por parte das estruturas de poder sedeadas em Lisboa. Essa representação existe – e não estou a julgar a sua justeza ou a concordar com ela – e tem as suas consequências ao nível do discurso da claque. Esses cânticos, sobretudo os que são dirigidos ao Benfica - entendido como o principal adversário -, são evidentemente indesejáveis, reprováveis e inaceitáveis. Mantêm-se porque se inserem numa lógica de depreciação do principal adversário.

Inscrevem-se, de alguma forma, num clima de lei própria, temporária, que só existe durante o período do jogo?

Essa questão é pertinente porque o futebol decorre num espaço específico, durante um tempo específico e tem um conjunto de práticas codificadas, sendo por isso o futebol um dos grandes rituais da era moderna. Mas os insultos não são exclusivos das claques. Os insultos ao árbitro ou jogadores adversários são também usuais nos outros adeptos. A diferença é que quando um insulto é feito em coro tem outra força e o efeito de choque é maior. Apesar de chocantes e reprováveis, repare que os cânticos insultuosos nunca são maioritários. Já os contabilizei e, num jogo regular em que a claque entoa cerca de 50 a 70 cânticos, os de carácter insultuoso não passam de 5% a 10%. A grande maioria dos cânticos é de apoio à equipa. A excepção dá-se num Porto-Benfica. Neste, os cânticos insultuosos podem chegar a 30%. Mas tudo isto deve ser visto, sempre, dentro do carácter específico dos jogos.

Apesar da sobrevalorização da masculinidade dentro das claques, a presença de mulheres tem crescido. Nos SD é já de 16%. A que se deve o aumento?

Esse crescimento não pode ser desvinculado das transformações que ocorrem na sociedade e que se traduzem numa menor diferenciação entre os géneros na esfera do lazer. O próprio desempenho da claque é também motivador para as jovens mulheres. Para além de participarem no espectáculo, elas são um elemento de convívio e sociabilidade nas claques (fazem-se amigos, há namoros, há quem case). Não surpreende que as mulheres se sintam mais motivadas a participar. Fundaram mesmo um núcleo - as Super Queens.

Uma maior presença de mulheres leva à diminuição de violência ou esta leitura é abusiva?

Essa relação não é linear. No entanto, é uma leitura pertinente. Essa é uma das hipóteses do grupo de sociólogos da universidade de Leicester que estuda o Hooliganismo. A presença das mulheres é vista como elemento de pacificação nos estádios. Desconheço estudos que o demonstrem claramente. Mas a hipótese é pertinente.

Nos SD os partidos políticos mais representados são o PS (22,1%) e o PSD (19,8%), havendo depois dois extremos: Bloco de Esquerda (9,2%) e Partido Nacional Renovador (7,6%). Como lê estes números?

No PS e no PSD, os Super Dragões são um espelho do panorama no país. Os outros dois partidos estão sobre-representados. Aqueles que se identificam com o PNR não são necessariamente skinheads. Mas o discurso nacionalista e xenófobo está presente. No entanto, é inaceitável considerar que as claques são um bando de nazis. Inaceitável e os dados infirmam isso mesmo.

Mas como interpreta a presença elevada, em comparação com o quadro do país, de adeptos de extrema direita?

Dentro desses há distinções a estabelecer. Há nacionalistas e xenófobos e, neste caso, o que está presente é o discurso do perigo da emigração que usurpa o emprego dos portugueses e a perda de identidade em consequência da crescente integração europeia. Os racistas são em muito menor número. São muitíssimos mais os que condenam radicalmente o racismo, assim como a xenofobia. Não esqueçamos que, nos Super Dragões, a percentagem de membros que simpatiza com o BE é superior aos que se identificam com o PNR.

Esses dois extremos convivem pacificamente

Sim. Ao contrário do que certamente alguns esperariam. Esse é mesmo um discurso instituído pelos líderes da claque. Não lhes interessa saber de que partido ou de que religião são os elementos do grupo; o que lhes interessa é que venham apoiar activamente o FC Porto. Nunca vi, em 16 anos, qualquer tipo de incidente deste tipo.

Os actos de vandalismo e violência, antes e depois dos jogos, têm também diminuído, mas ainda existem. Como os interpreta?

Há situações muito concretas, como os roubos nas áreas de serviço. Muitos deles acontecem dentro do contexto específico do grupo. Rouba-se por diversão, rouba-se para se ser integrado, quase para não se ficar mal visto no colectivo. Esses são os pequenos furtos. Existem depois outros, já roubos mais sérios, com ameaça de integridade física e que já envolvem valores elevados. Muita dessa actividade é a reprodução, dentro da claque, de práticas de delinquência quotidiana. Portanto, a claque é um campo social onde se reproduz, sob a ilusão do anonimato, e num contexto mais favorável, a delinquência que já é praticada. Isso acontece também relativamente à violência.

Dentro da marginalidade há ainda o tráfico de droga. Pôde observá-la no interior dos SD?

Não. No seio das claques que investigo nunca vi indícios de tráfico. Isto não significa que alguns membros das claques, eventualmente, no seu quotidiano, não sejam pequenos dealers ou traficantes. Mas não tenho indícios de que dentro das claques ocorra tal actividade. De resto, desde a década de 90, as claques estão debaixo de grande vigilância por parte das Brigada Anti-Crime.

Mas já observou certamente, consumo de droga, nomeadamente de haxixe, no interior dos estádios…

Sim, isso é indesmentível: há quem fume erva e haxixe. Nem eu o pretendo negar. Nem os elementos da claque o negam.

É abusivo considerar as claques “escolas de crime” ou “guarda-chuva de ilegalidades”?

Completamente. A frase “guarda-chuva de ilegalidades” é um princípio generalista que ainda não vi operacionalizado.

Mas a frase já foi usada pela polícia…

Sim. A polícia terá dados que eu não tenho. Mas acho plausível que um grupo com aquela dimensão em termos demográficos possa constituir uma rede social favorável a actividades eventualmente ilícitas. Mas alguns membros não não legitimam a estigmatização de todo um grupo.

Já foram também feitas, mas ainda não provadas, associações entre os SD e a guerra de gangs da noite do Porto. Qual é a sua perspectiva?

É um facto que alguns dos detidos pela polícia na “Operação Noite Branca” frequentavam os SD. Frequência essa irregular e esporádica nalguns casos. Um dos detidos – Bruno Pidá – já não o via lá há muito tempo. A única ligação que consigo estabelecer, honestamente e sem especulação da minha parte, é a presença na claque. Novamente, acho abusivo associar uma claque a um gang. É verdade que houve essa presença e isso foi noticiado. Mas o que não é noticiado – e isso era interessante – é, por exemplo, o número de elementos dos Sd que todos os anos concluem a sua licenciatura. Quanto à suposta associação que referiu não se pode tomar a nuvem por Juno. É uma generalização abusiva, gratuita e especulativa.

O núcleo duro dos SD está na Ribeira, como diz Fernando Madureira?

Em parte sim. Esse núcleo tem peso, sobretudo em desempenhos de agressividade. Mas essa ligação que é feita entre a direcção da claque e o núcleo da Ribeira, de onde Madureira é originário, tem que ser lida num contexto de posicionamento numa lógica de afirmação da Ribeira no seio da claque e da gestão das impressões que este núcleo pretende causar.

Qual é o peso real do núcleo da Ribeira?

É o núcleo que marca uma presença forte em termos de número de elementos, sobretudo nas deslocações tradicionalmente mais difíceis e em que, às vezes, há confrontos. Aí a Ribeira manifesta a sua força e está em peso. Mas a Ribeira tem que ser reposicionada no peso relativo que tem no grupo. Quando eles vão todos à Luz temos que ver também que estão integrados num grupo que chega, por vezes, a atingir três mil elementos ou mais.

Os SD são também como o Porto quando dizemos que a cidade é um somatório dos seus bairros?

Exactamente. Esta cidade tem mais de 40 bairros sociais e são bastantes os que estão representados. Depois há ainda os núcleos formados em círculos de amizades.

Fonte: JornaldeNotícias

1ª Liga: ADEPTO ESFAQUEADO - V. Guimarães 1-3 Benfica (1)


Quatro feridos e um detido




Ainda a bola não tinha começado a rolar e já as cercanias do Estádio D. Afonso Henriques eram palco de desacatos entre adeptos do Vitória de Guimarães e do Benfica. Os tumultos tiveram consequências evidentes em quatro adeptos vitorianos, que tiveram de receber tratamento no Hospital Senhora da Oliveira, situado a escassas centenas de metros do anfiteatro da Cidade-Berço. Os confrontos ocorreram junto do Topo Sul do estádio, a pouco mais de meia hora do início do jogo, e foram controlados com recurso a forte carga policial. Um adepto vitoriano foi mesmo esfaqueado e um indivíduo afecto aos encarnados detido, por suspeita de ter sido o autor da agressão. Dentro do estádio, o ambiente também esteve escaldante. Na primeira parte, o encontro esteve interrompido, para consertar a rede da baliza defendida por Quim. As claques encarnadas, alojadas no Topo Norte, arremessaram diversas tochas para o relvado que, ao caírem em cima redes, acabaram fazer um buraco nas malhas, junto ao solo. As redes tiveram de ser consertadas, obrigando a uma interrupção que se prolongou por quase três minutos, após o primeiro golo das águias, tempo aproveitado por alguns para se dedicarem ao arremesso de cadeiras.



Fonte: JornaldeNotícias