19 novembro 2008

DS: "CLAQUES NÃO SÃO BANDO DE CRIMINOSOS" - Operação “Fair Play” [3]



'Claques não são bando de criminosos'
Entrevista a Daniel Seabra, antropólogo


O mundo das claques é perigoso?

As claques não são um bando de criminosos. Segundo os estudos que fiz nos Super Dragões, Colectivo 95, Panteras Negras e Alma Salgueirista, 27% dos elementos são universitários. Há a prevalência de indivíduos de classes sociais trabalhadoras, mas também há outros da classe média/alta. As claques são como uma sociedade alternativa para se poderem divertir e onde há violência, fruto de problemas familiares e sociais.

Há actividades ilícitas?

Não vi actividades ilícitas, mas tenho a percepção de que podem ser praticadas em outros contextos. É difícil haver tráfico de droga numa claque, que é muito policiada. Mas a partir da claque podem-se construir redes sociais para actividades ilícitas.

As claques portuguesas estão ligadas à Extrema-Direita?

Não tenho dúvidas que haja elementos de Extrema-Direita, mas essa percentagem é residual. As claques do F. C. Porto, por exemplo, são de esquerda. Nutrem grande simpatia pelo Bloco de Esquerda, maior até do que a percentagem do partido no país. Mas a maioria manifesta desinteresse pela política.

Que motivação vê nas claques?

A paixão pelo clube. Gostam de ser ultra, um movimento que nasceu em Itália, em 1968, dentro de um contexto político transferido para o futebol. A dimensão política diluiu-se, mas ser ultra é acompanhar o clube para todo o lado, procurar um mundo de emoções que não existe no quotidiano e projectar no clube as ambições pessoais. Sentem que têm uma parte de responsabilidade nas vitórias do clube. Só uma minoria entra nas claques para roubar.



Fonte: Jornaldenotícias


No Name denunciado por todos... Ler mais... AQUI




Ministério Público investiga outras claques... Ler mais... AQUI

2 comentários:

Anónimo disse...

Excelente entrevista de opinião deste senhor.

1128

Anónimo disse...

NNo NName ate morrer

Enviar um comentário