02 maio 2008

1ª Liga: FRENTE LEIRIA - U. Leiria 1-3 Leixões

O dia mais triste da claque
União de Leiria desce


Local de encontro: Café Lagoa. A concentração dos elementos da claque Frente Leiria, para os jogos da União de Leiria, realiza-se neste espaço. Entre conversas sobre os jogos da jornada, os adeptos aproveitam para refrescar as gargantas e preparar a actuação no jogo.
No último fim-de-semana, o REGIÃO DE LEIRIA acompanhou a claque, antes, durante e depois do jogo frente ao Leixões, que assinalou a descida da União à Liga de Honra.
Vinte minutos antes da partida, uma faixa foi colocada nas bancadas. “Só uma?”, perguntavam. “Não há espírito para mais!”, era a resposta.
Quando as três equipas saíram do túnel já os cânticos começavam a ser entoados. “Força Leiria!”.
O relógio ainda não tinha atingido o primeiro minuto e o marcador já dava vantagem à equipa visitante. Mesmo assim, a claque não baixou os braços, ou melhor, a voz e continuou a entoar canções e a agitar as bandeiras.




“Enquanto matematicamente for possível, nós acreditamos”, comentavam vários elementos antes do jogo. Nesta altura, a permanência na I Liga já sofria os primeiros abanões. Contudo, o golo do empate chegou aos 17 minutos de jogo e a chama da esperança pela permanência voltou a acender as cordas vocais.



O jogo foi para o intervalo empatado a uma bola e na segunda parte a equipa da casa sofreu mais dois golos, resultado que confirmava a descida.
Os tentos foram suficientes para “gelar” o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, os “gritos de guerra” foram esquecidos e a Frente Leiria ficou em silêncio até ao final do encontro. Joel Silva, líder da claque, abandonou o campo cabisbaixo. “O sonho foi adiado. Para o ano, vamos lutar para subir”, afirmou.


(Agora) No futsal. Não eram mais que 30 os adeptos que acompanharam a equipa principal da União, no passado domingo. Joel Silva recordou épocas passadas onde o número de elementos chegava às centenas.
Os resultados futebolísticos, os treinadores, dirigentes, os processos de corrupção e a falta de apoio foram alguns dos motivos apontados para redução do grupo.
Os que se mantêm são, na sua maioria, estudantes entre os 15 e 30 anos, naturais da região, que “sem jeito para o futebol”, apoiam o clube da cidade.
Já o futsal, ao contrário do que acontece com o futebol, tem dado algumas alegrias aos adeptos e a modalidade prepara-se para subir de escalão, pelo terceiro ano consecutivo, alcançando a III divisão nacional.
O último e decisivo jogo acontece amanhã, sábado, na visita ao Nadadouro, Caldas da Rainha, e a Frente Leiria disponibiliza um autocarro a quem quiser acompanhar a equipa. A concentração é as 16 horas, junto do expositor do clube na Feira de Maio, e o jogo às 18 horas.


Os cânticos

Força União
Tu estás no nosso coração
Estamos aqui a gritar
Força Leiria tu vais ganhar

Estamos sempre convosco
Vamos a todo o lado
Iremos ganhar
Não paramos de gritar




Frente de fiéis


> Joel Silva é presidente da Frente Leiria há três anos. Desde miúdo que se lembra de ir à bola e chegou a estar na fila para o cinema, para conseguir ir ao futebol sem que os pais soubessem. Lamenta a época da União e a reacção que tiveram. “Errámos como claque e caímos sobre os jogadores. Havia um sentimento de revolta, porque sabíamos que podiam fazer melhor e não faziam. Hoje, se calhar, fazíamos as coisas de outra maneira”, justifica.

> Outro dos elementos da Frente Leiria desde a sua fundação, é André Jácome, o “capo”. Com origem no italiano “capone”, é responsável por começar os cânticos e as dores de garganta no final dos jogos são um problema menor. Com Leiria no coração desde os cinco anos, defende que “só os fiéis ficam e lutam contra tudo e contra todos”.




Fonte: Região de Leiria


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